Suplemento Columbófilo 2003-05-13

Os textos aqui reproduzidos foram publicados no Suplemento Columbófilo de 2003-05-13.

  1. Editorial
  2. Columbódromo Internacional recebe 30 países
  3. Porto como cidade olímpica explicada aos delegados
  4. Van Duyvenbode: uma família antiga com raízes columbófilas...
  5. Comissão Desportiva em notícia
  6. Provas fora do Campeonato Nacional 2003
  7. Grandes Prémios internacionais
  8. Descendência assegurada
  9. Férias Desportivas regressam em Julho
1 - Editorial
Motivos para festejar

Esta edição de 13 de Maio merece, à partida, um brinde. Porquê?. Por uma razão simples: é que a edição 2003 do Campeonato do Mundo de Columbofilia, que a Federação Portuguesa de Columbofilia organiza no próximo dia 12 de Julho, bateu todos os recordes de participação. Alguns países, que nunca tinham participado no evento, decidiram enviar para Portugal, e principalmente para o Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, os seus melhores pombos.

Como terão oportunidade de ler, nas páginas centrais, esta elevada presença deve-se a um trabalho realizado pela delegação nacional, presidida pelo presidente da FPC, durante as Olimpíadas de França. O apelo à participação deu frutos e o nosso país pode-se orgulhar de ir organizar, em 2003, o maior Mundial de sempre da modalidade.

Mas não foi só no Mundial que as coisas correram bem para a Federação Portuguesa de Columbofilia. Também o Grande Prémio Internacional Gaspar Vila Nova, que será levado a efeito um dia antes do Mundial, registou em 2003 um notório crescimento de pombos nacionais e internacionais. Sem pudor nenhum, podemos dizer que o Grande Prémio, criado com o objectivo de homenagear o antigo presidente da FPC, já se tornou uma referência nas provas de “one loft-race” no nosso país e até fora das nossas fronteiras.

Por último, e em termos de curiosidade, aqui fica uma nota sobre a exposição “Comunicar”. Segundo a página da Internet (repare-se na sua importância no nosso dia-a-dia), o casal de pombos, colocado em meados de Março à entrada da exposição, já tem descendentes.

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2 - Columbódromo Internacional recebe 30 países
No maior Mundial de sempre

A convicção do presidente da Federação Portuguesa de Columbofilia é grande. O Campeonato do Mundo de 2003, que se realiza a 12 de Julho no Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, será o “melhor de sempre”. Senão, repare-se nos números desta edição: 30 países, alguns deles estreantes neste tipo de prova. Ou seja, o trabalho de sensibilização, desenvolvido pela delegação portuguesa nas Olimpíadas de Lievin, deu frutos e Mira assume-se cada vez mais como a capital mundial da columbofilia.

 A data de 12 de Julho de 2003 ficará para a história da columbofilia mundial. Pela primeira vez, ao fim de oito edições, o Campeonato do Mundo de Columbofilia, organizado em parceria entre a Federação Portuguesa de Columbofilia e a Federação Columbófila Internacional, conta com a presença de 30 países, alguns deles pela primeira vez. Filipinas, Noruega, Eslováquia, Rep. Checa, Rússia e Hungria são alguns dos exemplos.

O presidente da Federação Portuguesa de Columbofilia, José Tereso, referiu que esta presença ultrapassou “as nossas expectativas, sendo certo que estivemos recentemente nas Olimpíadas onde fizemos um trabalho de profundidade junto das delegações estrangeiras para o campeonato que se realiza em Mira”. O dirigente considera mesmo que, ao enviarem os seus pombos para o columbódromo português, os países participantes estão a privilegiar “a maior prova mundial da columbofilia e, por consequência, o nosso país”.

Mas, o Campeonato do Mundo não é a única prova que se realizará no Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova. Um dia antes, a Federação Portuguesa de Columbofilia organizará o Grande Prémio Gaspar Vila Nova. Segundo o presidente José Tereso, “optámos por dar um grande relevo ao Grande Prémio Internacional Gaspar Vila Nova, com um dia dedicado a quem foi um dos grandes dirigentes da columbofilia nacional e internacional". "É mais uma inovação nossa e a afirmação do Columbódromo para a prática de provas de 'one-loft race'", afirmou.

Para que as duas realizações sejam um sucesso, em termos desportivos, o presidente da FPC espera “boas condições atmosféricas”. Se tal vier a acontecer, “as duas provas serão mais um marco na columbofilia portuguesa e mundial”, pois “quem participa no Grande Prémio Gaspar Vila Nova, tira os seus louros a nível internacional”. Quanto às razões do sucesso, José Tereso explica que se devem ao empenhamento “dos dirigentes locais, regionais e nacionais, bem como dos nossos funcionários”.

Mudanças no Columbódromo

As mudanças no Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova já são visíveis. Antes da recepção dos pombos para as duas provas de Julho, o Columbódromo aumentou em três pombais (passou agora a ter 17); o piso; à volta dos pombais, foi alcatroado e a relva replantada. Para que tal fosse possível, o presidente da FPC agradeceu a uma casa comercial (oferta dos três pombais) e à Câmara Municipal de Mira. O dirigente considerou que, com estas obras, o Columbódromo tornou-se “mais bonito e mais agradável para quem trabalha aqui diariamente”. Como tal, “só vem reafirmar Mira como capital mundial da columbofilia”.

Em declarações ao nosso suplemento COLUMBOFILIA, o vereador Luís Balseiro referiu que este apoio à columbofilia foi merecido, pois “achamos que produz uma melhor imagem do concelho”. Segundo o autarca, a columbofilia é já um dos pólos turísticos de Mira “e projecta a vila em termos internacionais”.

Do apoio da autarquia, consta ainda o arranjo exterior do largo (devido às obras realizadas dentro do Columbódromo) e a colocação de um novo sistema de rega nos jardins existentes. “Tudo para que a zona esteja mais bonita durante a realização do Grande Prémio Gaspar Vila Nova e do Campeonato do Mundo. É que, segundo José Tereso, “há algumas surpresas previstas para estas datas”. Ficamos a aguardar...

O nosso homem

O algarvio Júlio Valente é o tratador dos pombos no Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova, desde 2000. No passado mês de Março, foi ele que recebeu, um por um, os pombos que irão participar nas duas provas organizadas pela Federação Portuguesa de Columbofilia e Federação Columbófila Internacional.

No geral, Júlio Valente considera “bons” os borrachos que se encontram em Portomar, “e outra coisa não seria de esperar”. Segundo este funcionário da Federação Portuguesa de Columbofilia, “os columbófilos escolhem sempre os melhores para Mira; e, caso venham mais fracos, nós conseguimos recuperá-los cá”. Realizado o trabalho inicial, cabe a Júlio Valente treinar os mais de 1.000 pombos existentes no Columbódromo. Uma missão árdua, mas que não o preocupa, pois “são todos tratados da mesma forma”.

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3 - Porto como cidade olímpica explicada aos delegados
Jornadas Columbófilas passam a bienais

A Federação Portuguesa de Columbofilia organizou, recentemente, o seu Congresso Ordinário para aprovação do relatório de contas de 2002 e o orçamento de 2003. Nesta reunião, foi ainda conhecido um conjunto de propostas, decorrentes das Jornadas Nacionais de 2002, as quais serão submetidas, oportunamente, para discussão e votação. Ao mesmo tempo, foram  institucionalizadas as Jornadas em edição bienal.

 As associações de Beja, Portalegre, Setúbal e Évora foram as únicas ausentes desta reunião ordinária do Congresso da Federação Portuguesa de Columbofilia. Na discussão do primeiro ponto da ordem de trabalhos (relatório e contas de 2002), o presidente da direcção da Federação Portuguesa de Columbofilia começou por salientar algumas das principais acções desenvolvidas pelos órgãos sociais durante o ano transacto. José Tereso deu a palavra aos vice-presidentes da área desportiva e administrativa, Adriano Alho e Luís Silva respectivamente, os quais tiveram oportunidade de deixar mais alguns apontamentos sobre as suas áreas de trabalho. Praticamente todas as Associações, presentes no Congresso, tomaram a palavra, tendo sido unânimes no reconhecimento ao excelente relatório apresentado pela Federação Portuguesa de Columbofilia e no rigor e transparência das contas.

Previamente, os delegados da Associação de Faro anunciaram ao Congresso que, relativamente aos dois primeiros pontos da ordem de trabalhos, se iriam abster, invocando o facto de terem sido recentemente eleitos para se pronunciarem sobre o trabalho da FPC. Como tal, e de acordo com as indicações dadas no período de discussão, as contas de 2002 foram aprovadas por todas as Associações, exceptuando a abstenção de Faro. O segundo ponto tratou do Orçamento para 2003, o qual após um breve período de discussão, teve igual votação.

Jornadas Nacionais

No terceiro ponto do Congresso, Artur Vidal Pinto, elemento da Direcção da FPC, apresentou um trabalho-síntese das propostas mais exequíveis, apresentadas na primeira edição das Jornadas Nacionais de Columbofilia, a fim do Congresso se pronunciar sobre a sua “validade” para uma posterior discussão num Congresso a realizar exclusivamente para o efeito.

No próximo número do nosso suplemento, publicaremos na íntegra o documento, já divulgado, para apreciação, junto das Associações, e que será levado a Congresso Extraordinário.

Quer no terceiro ponto, quer no último (relativo à institucionalização das Jornadas Nacionais com carácter bienal), todas as Associações se pronunciaram favoravelmente.

Olimpíadas de 2005

Os delegados presentes tiveram ainda oportunidade de, no período antes da ordem de trabalhos, tomar conhecimento do processo que conduziu a cidade do Porto a sede das Olimpíadas de 2005. Em síntese, o presidente da FPC explicou que, após as eleições autárquicas de 2001, o elenco a que preside decidiu, por unanimidade, apesar da candidatura ter sido da cidade de Coimbra, eleger as cidades de Lisboa e Porto como as que reuniam as melhores condições para a realização do evento, tendo em conta as seguintes características: existência de Aeroporto Internacional, oferta hoteleira e infra-estruturas para a realização do evento. Ao mesmo tempo, a direcção considerava, como factor fulcral para a escolha da cidade olímpica, o apoio que as respectivas autarquias  dariam à realização das Olimpíadas de 2005.

Em consequência desta decisão, a Federação enviou, na mesma data, para ambas as autarquias um pedido de audiência, acompanhada de uma síntese do caderno de encargos. Dos ofícios enviados, só a Câmara Municipal do Porto se mostrou empenhada na cooperação com a Federação Portuguesa de Columbofilia, enquanto a autarquia lisboeta foi protelando as audiências previstas, não mostrando efectivo interesse na sua realização.

Neste contexto, a direcção da FPC reuniu, periodicamente, na Câmara Municipal do Porto, tendo encetado negociações com esta autarquia, tendo culminado com a assinatura do protocolo entre Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, e José Tereso, presidente da Federação Portuguesa de Columbofilia. O protocolo, como já é do conhecimento geral, foi assinado durante a XXX Exposição Nacional, que decorreu na cidade Invicta, tendo sido apadrinhado pelo secretário de Estado da Juventude e Desporto, Hermínio Loureiro. O membro governamental disse, na altura, que o protocolo é “modelar” no que respeita à colaboração entre as autarquias e as associações desportivas, no que diz respeito à realização de eventos de carácter internacional.

Na sequência desta explicação, foi ainda mostrado aos delegados o filme de promoção do evento, já apresentado aos delegados da FCI no decorrer das últimas Olimpíadas de França. Após a apresentação, os delegados presentes manifestaram-se pela extrema qualidade do trabalho apresentado, saudando a direcção com uma salva de palmas.

Resta acrescentar que as associações referiram a importância do apoio meteorológico iniciado esta campanha desportiva pela FPC, através de um técnico especialmente contratado para o efeito, considerando o serviço prestado pelo capitão Fernando Garrido como um precioso auxiliar para os responsáveis associativos incumbidos de coordenar as soltas, reconhecendo que as informações colhidas foram decisivas para o êxito das soltas. No final, os delegados e membros da Federação tributaram o capitão Fernando Garrido, que se encontrava presente, com um forte aplauso.

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4 - Van Duyvenbode: uma família antiga com raízes columbófilas...
Por Dr. Marc Ryon

Todos os columbófilos gostam de impressionar os leigos da columbofilia com episódios heróicos do passado, que demonstram o valor e a força das nossas aves atletas.

Muitas destas histórias já foram repetidas até à exaustão (por exemplo, a dos banqueiros Rotschild e da Batalha de Waterloo); outras, por vezes, são fruto dum exagero bem intencionado ou simplesmente não passam dum mito piedoso.

Todavia, existem ainda factos históricos reais e bem documentados que orgulham o nosso desporto e que são pouco conhecidos entre nós, devendo ser realçados.

Relatarei aqui a história verdadeira duma família, que ainda existe, e na qual se misturam heroísmo, sacrifício, astúcia e patriotismo.

Antes de tudo, são indispensáveis alguns esclarecimentos de âmbito histórico. A ascensão, nos princípios do século XVI, de Carlos V (Duque de Flandres, Conde de Brabante, Duque de Holanda, entre outros) ao trono da Espanha engendrou uma situação política na qual a família reinante das diversas províncias dos Países Baixos (grosso modo compostos pelas da actual Bélgica e da actual Holanda) se confundiu com a que governava o país dos nossos vizinhos.

Todavia, nos meados do mesmo século, as turbulências religiosas, ligadas ao surgimento do protestantismo e a dura repressão exercida por parte do “Rey Católico”, originaram uma inssurreição armada no norte dos Países Baixos.

Filipe II de Espanha (Filipe I, para os Portugueses) não hesitou em enviar tropas com a intenção de retomar o controlo da situação. Assim, um exército emissário espanhol iniciou a guerra contra os rebeldes independentistas (De Geuzen) e tentou ocupar várias cidades importantes na região rebelde, entre as quais, a cidade de Leiden.

Leiden tem o mesmo significado para os Holandeses como Coimbra para os portugueses, Salamanca para os espanhóis ou Bolonha para os italianos: foi a sede da sua primeira Universidade, o “feudo” da sabedoria nacional.

Em Setembro de 1574, os espanhóis tinham cercado, pela segunda vez e em pouco tempo, a cidade. Leiden estava totalmente isolada porque era circundada, não só pelas tropas inimigas, mas também pelas inundações provocadas nas suas imediações devido à destruição dos diques por parte dos rebeldes em retirada.

Os rebeldes queriam dificultar as manobras dos soldados espanhóis e planeavam, com a subida das águas, voltar à cidade com a ajuda dos seus botes ligeiros para romper o sítio. Entretanto, a população civil, encerrada em Leiden, passou a conviver mais de perto com a fome e a miséria. Por falta de notícias, e sem qualquer sinal de esperança, a desmoralização aumentou e a rendição tornou-se um cenário mais do que inevitável.

Nesse momento apareceu a figura de Willem Corneliszoon (Guilherme, filho de Cornélio), que era organista na Igreja S. Pedro. Em condições de penúria extrema, e apesar de ter a seu cargo a mãe idosa e os irmãos, este columbófilo “avant-la-lettre” colocou voluntariamente oito dos seus pombos à disposição das Autoridades Municipais em vez de os utilizar para a alimentação da sua família faminta. O objectivo era estabelecer, por meio dos pombos, um contacto com o Príncipe de Orange, líder dos rebeldes. Alguns arrojados conseguiram secretamente escapar ao cerco e entregaram, de facto, os pombos ao Príncipe.

A partir desse momento, tudo mudou. Os pombos do Willem Corneliszoon possibilitaram o estabelecimento bem sucedido de uma linha de comunicação entre os rebeldes e os defensores sitiados em Leiden.

Ao chegar a notícia de que o contra-ataque dos rebeldes e a possível libertação dos defensores era para breve, os habitantes de Leiden cresceram de ânimo e trabalharam arduamente na sua defesa, instalando no campo oposto a desmoralização.

Na madrugada de 3 de Outubro de 1574, os espanhóis levantaram o cerco e, no dia seguinte, permitiram aos rebeldes a entrada na cidade com mantimentos frescos: pão de trigo e arengue.

 Após a libertação, a cidade de Leiden não ficou ingrata e recompensou o seu “filho” heróico. Em 1578, foi concedida a Willem Corneliszoon e descendentes o direito de se chamarem, a partir desse momento, Van Duyvenbode (o que literalmente quer dizer “o que utiliza pombos para mandar mensagens”), bem como lhes foi atribuído um brasão familiar, após iniciativa excepcional por parte duma administração civil. Assim, Willem Corneliszoon Van Duyvenbode tornou-se, na Holanda, o primeiro plebeu a dispor duma arma heráldica, na qual se destacam duas chaves vermelhas cruzadas e um pombo azul em cada quadrante.

As mensagens escritas em pergaminho e transportadas pelos pombos são ainda, hoje em dia, conservadas num Museu de Leiden, assim como todos os documentos históricos relativos ao facto, incluindo a famosa acta de 1578 na qual o município mencionou explicitamente que o primeiro Van Duyvenbode cedeu os seus pombos numa situação de fome para os seus familiares. Os próprios pombos empalhados ocuparam durante muitos anos um lugar de honra no gabinete do Presidente da Câmara.

A família Van Duyvenbode continua a existir, principalmente nos arredores de Katwijk, e no pátio da Câmara Municipal foi mesmo erigida uma estátua para comemorar este facto histórico.

Desta forma, podemos afirmar que os pombos-correio tiveram um papel de relevo na luta para a independência dos Países Baixos.

Agradecemos a Dirk van Duyvenbode, descendente em linha directa de Willem Corneliszoon van Duyvenbode, pelo seu consentimento para publicar esta história.

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5 - Comissão Desportiva em notícia

Vimos mais uma vez apelar à participação dos columbófilos portugueses para a Clássica de Barcelona 2003. A solta ocorre a 4 de Julho (quarta-feira), com as inscrições a serem feitas nas colectividades e enviadas para as Associações Distritais até ao próximo dia 19 de Junho. O custo por pombo é de 3 euros, sendo pagos logo no acto da inscrição.

Prosseguimos aqui mais algumas citações e comentários ao Regulamento Desportivo Nacional (RDN). Incidimos a nossa atenção sobre o Capítulo V, dedicado ao transporte e solta de pombos.

ARTIGO 26.º

O transporte dos pombos... será feito com todas as cautelas, exigindo sempre o maior cuidado na condução das caixas/cestos.

ARTIGO 27.º

(...)

a)  O delegado oficial da solta ou seus auxiliares poderão recusar qualquer caixa/cesto que no acto da entrega não ofereça a devida segurança..

b) Em caso algum será permitida a realização de soltas por pessoas estranhas à Columbofilia...

ARTIGO 28.º

Se o transporte...

É da inteira responsabilidade do delegado de solta o bom tratamento dos pombos.

Durante essa operação deverá reforçar-se a vigilância.

Os pombos não podem ficar abandonados em locais onde as caixas podem ser violadas

ARTIGO 32.º

Se durante os preparativos da solta fugir algum pombo, ... , o delegado deverá tomar nota das anilhas oficiais dos que ficaram na caixa respectiva...

Ficarão automaticamente desclassificados os pombos cuja fuga se tenha verificado.

ARTIGO 33.º

Antes de efectuar qualquer solta, o delegado deverá contactar com a entidade responsável pelo concurso, que lhe transmitirá directrizes, de acordo com as informações obtidas no Instituto de Meteorologia sobre o estado do tempo no local e no percurso...

O delegado de solta deverá informar o estado do tempo no local, o mais detalhadamente possível.

ARTIGO 36.º

Terminada a solta, o delegado deverá comunicar telefonicamente com a entidade organizadora ou com quem estiver indicado, a fim de informar a hora da solta e as condições gerais em que foi efectuada.

Seguidamente, antes de partir do local de solta, tomará as notas necessárias para a elaboração da acta, da qual constarão todas as circunstâncias fundamentais e especiais que julgue de interesse

COMENTÁRIO

É um facto que o senhor delegado é a entidade responsável por todo o carregamento, transporte, abeberamento-tratamento e solta de pombos. E é nas várias fases desta operação que a sua experiência e poder de observação poderá contribuir decisivamente para o êxito da solta. Cita-se alguns exemplos:

a)      caixas sem estarem devidamente seladas;

b)      caixas com lotação excessiva;

c)      arames dessoldados nas caixas; e

d)      colocação das caixas no camião sem deixar nenhum buraco vazio no fundo do carro, etc.

Na preparação para a solta, com o engatilhar das caixas, surgem alguns problemas, tais como, as fugas de pombos. Nestas circunstâncias, sempre desagradáveis para todos os intervenientes, há que tomar as medidas regulamentares e, como todos sabem, anotar o número da caixa em que se verificou a fuga e anotar o número das anilhas oficiais dos pombos que ficaram na caixa. É muito importante que as colectividades também cumpram o regulamentado e que não é mais do que assinalar no boletim de encestamento o número da caixa em que o pombo foi introduzido. Por sua vez, é também aconselhável que a solta se atrase pelo menos 1 hora. Os pombos que fugiram serão desclassificados.

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6 - Provas fora do Campeonato Nacional 2003

Por lapso dos serviços administrativos da Federação Portuguesa de Columbofilia, informamos que no quadro das provas para os Campeonatos Nacionais, publicado na última edição, não foram incluídas as provas da Associação Columbófila do Distrito de Évora.

Como tal, publicamos de novo o quadro respeitante às provas excluídas por cada uma das Associações Distritais para os Campeonatos Nacionais de 2003.

Provas excluídas por Distrito

Associação

Zona / Bloco

Velocidade

Meio Fundo

Fundo

BEJA

Centro Leste

Campanário I

Ciudad Real I

Múrcia

Sul

Carmona I

Córdoba

Múrcia

ÉVORA

-------

Fuente Obejuna I

Castiblanco II

Linares I

Toledo II

Chiva

Calatayude II

FARO

------

Tomar II

Nisa IV

Nisa V

Talavera I

Salamanca

Vilar Formoso

Sória

Leon II

Burgos

LISBOA

------

Monfortinho

Talavera I

Alcoleia

PORTALEGRE

------

Talavera III

Guadalajara

Saragoça

SANTARÉM

Norte

Campanário I

Luciana

La Gineta

Centro

V. Serena I

------

------

Sul

D.Benito I

Puebla D.Rodrigo

La Gineta

SETÚBAL

------

Santa Amália I

Cáceres II

Trujillo

Torrijos

Ciudad Real

Requena

Ariza II

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7 - Grandes Prémios internacionais

A Federação Portuguesa de Columbofilia informa que estão abertas inscrições para os Grandes Prémios que se irão realizar na Hungria, em Neuruppin e na África do Sul.

Para o “Hungary Race 2003”, a organização escolheu a cidade de Hajdúszoboszló, a 200 quilómetros de Budapeste. Considerada a “meca dos reumáticos”, esta cidade húngara é a sede do “Alfa Pigeon Centre”, criado em 1994. Tem 3 mil metros quadrados de área e pode alojar cerca de 2 mil pombos. Para se inscrever neste Grande Prémio, os columbófilos têm de pagar, por pombo, 100 dólares (cerca de 100 euros), devendo para o efeito entrar em contacto através do telefone +36-1-342-45-22 ou do fax +36-1-342-43-64. A participação deve ser confirmada para a Magyar Postgalamb Sportszövetség; OTP Bank: 11707024-20101392, Swift: OTPVHUHB; Morada: Király u. 49., H-1077 Budapest. Ao enviar o seu pombo, ele deve vir acompanhado do certificado de origem e o talão de pagamento. A prova decorre em 13 de Setembro numa distância de 500 quilómetros.

Em Neuruppin, a cerca de 372 quilómetros de Sylt, irá decorrer o 14.º “International North Sea Pigeon Race 2003”, organizada pela R. V. Sylt. Os pombos devem ser enviados até 31 de Maio, acompanhados de pedigree e títulos de propriedade, devendo os interessados pagar a quantia de 120 euros/cada. Os prémios rondam os 7.500 euros (para o vencedor) e 500 euros (para o primeiro pombo Às). As inscrições e pedidos de informações podem ser feitos para: Willi Ferchen, Alte Dorfstasse 4, 25996 Wenningstedt/Sylt ou pelo telefone +49-4651-42109 ou fax +49-4651-44455.

Na prova “World Free Flight Million Dollar Pigeon Race”, que irá ter lugar em Sun City a 7 de Fevereiro de 2004, o registo deve ser feito até 31 de Agosto, devendo pagar lofo a quantia de 25 dólares (cerca de 25 euros). Os columbófilos têm várias opções, devendo para tal obter informações através do sítio www.mdpr.co.za ou enviar uma mensagem de correio electrónico para mdpr@mdpr.co.za.

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8 - Descendência assegurada

O casal de pombos-correio, que se encontra no pombal instalado no Pavilhão do Conhecimento – situado na zona da antiga EXPO (Parque das Nações) - já tem descendentes. Poucos dias depois da cerimónia de abertura, a exposição dedicada à “Comunicação” ganhou um novo atractivo. Para além dos vários módulos interactivos sobre a evolução da comunicação, os visitantes da exposição podem contemplar os novos habitantes de um pombal colocado à entrada do espaço no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Recorde-se que os pombos-correio já tinham sido as estrelas da inauguração do evento, colocando em delírio as centenas de crianças que participaram e tiveram oportunidade de visitar a exposição. Nessa data, em que também participou o ministro Pedro Lynce, os jovens tiveram oportunidade de tomar contacto com alguns dos nossos atletas, cedidos pela Associação Columbófila do Distrito de Lisboa, bem como assistir a uma largada simbólica de pombos.

Com os novos exemplares já em exibição, o pombal, cedido pela Federação Portuguesa de Columbofilia, torna-se assim mais um atractivo à visita a esta exposição que vai estar aberta ao público até ao final de 2003. Mais informações podem ser vistas na seguinte morada: http://new.pavconhecimento.mct.pt/exposicoes/modulos/index.asp?accao=showmodulo&id_exp_modulo=441&id_exposicao=15.

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9 - Férias Desportivas regressam em Julho

As Férias Desportivas irão decorrer entre 14 e 19 de Julho de 2003. Organizadas pela Federação Portuguesa de Columbofilia, esta realização permite a jovens entre os 12 e 15 anos de idade passar uma semana sob o signo da columbofilia e composta por visitas, palestras e actividades desportivas.
As inscrições, para jovens de ambos os sexos, estão abertas até dia 6 de Junho, devendo os interessados (columbófilos ou filhos de columbófilos) remeter a sua candidatura para a Federação Portuguesa de Columbofilia. Ao mesmo tempo, a Federação dá a possibilidade das escolas, com núcleos columbófilos, inscrever um jovem nestas Férias Desportivas.
No ofício circular, a Federação lembra que não serão aceites candidaturas de jovens que tenham frequentado anteriores edições das Férias Desportivas, de forma a dar oportunidade a um maior número de jovens participar nesta realização.

 

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